Se eu colocasse a foto de um arco íris aqui, provavelmente alguns homofóbicos me taxariam de gay. Então, vai essa totosa aí mesmo.
Mas o post não é sobre a bunda dela, é sobre ciência. Física para ser mais exato, e sobre um feito extraordinário, que terá uma repercussão futura muito grande e trará enormes avanços à forma como manipulamos dados hoje em dia.
A ciência simplesmente está conseguindo frear e para a luz.
Me veio na idéia postar algo sobre isso depois que uma pessoa, integrante de uma lista de discussão que participo ter degradado a informação, talvez porque ela seja uma dessas esotéricas que acham que a luz cura, que amarelo é riqueza, azul acalma e por aí vai.
Mas o que há de tão importante em frear a luz, ou mesmo aprisioná-la?
Bom, se conseguirmos armazenar a luz no interior de materiais sólidos, poderemos manipular os fótons conforme nossa necessidade, como por exemplo, para a realização de cálculos ou para redes de comunicação.
Com isso, a necessidade de conversão de sinais eletrônicos em sinais ópticos seria eliminada. Hoje, mesmo em redes com fibras ópticas, enquanto o sinal trafega na fibra, a velocidade e a capacidade é uma maravilha, mas quando chega no destinatário final (seu computador, por exemplo), volta a ser aquela lentidão que conhecemos no dia a dia.
E isto já está em curso. Dois pesquisadores da Universidade de Surrey, no Reino Unido, propuseram uma nova forma de criação de um buffer de informações ópticas que não exige aparatos criogênicos e que funciona em materiais sólidos, mais especificamente em um metamaterial, um material sintético cuja estrutura é projetada para fins específicos. Este material, que é o mesmo utilizado nas experiências de invisibilidade, possui um índice de refração negativo. Afirma a ciência que, com ele, será possível parar totalmente a luz, e fazer dela o que precisarmos.
Este dispositivo, capaz de parar a luz, é composto por três camadas: as duas externas são materiais dielétricos, ensaduichando a camada de metamaterial usada nas experiências de invisibilidade, que vai se estreitando de uma extremidade a outra.
Como o índice de refração do metamaterial é negativo, a luz que o atravessa percorre sentido inverso àquele que segue nas camadas externas, causando um forte retardamento no seu deslocamento, até parar totalmente nas extremidades. O maior comprimento de onda (luz vermelha) pára na porção mais fina da camada e o menor comprimento (luz azul), em sua porção mais grossa.
Com isto, a luz original, monocromática, é decomposta em suas cores constituintes, formando um arco íris que fica aprisionado no interior do metamaterial. Preve-se que este dispositivo poderá funcionar em uma ampla faixa de frequências. Eles afirmam que "atualmente vários grupos ao redor do mundo estão trabalhando para criar um protótipo. Esse esforço poderá levar a uma nova geração de dispositivos optoeletrônicos para processamento de informações e redes de comunicação".
Então, minha colega da lista de discussão, não é tão básico assim capturar a luz. Fazer arco íris, como você mesmo disse, é coisa de criança. Mas peça para uma criança congelar essa luz...
http://palhaboa.blogspot.com/
Fonte: Inovação Tecnológica.




